Patrimônio e sucessão dos sócios
Quem constrói assume risco por ofício. Organizar o patrimônio pessoal é o que impede que esse risco, quando se materializa, alcance aquilo que nunca esteve em jogo.
O que a atuação envolve
A atividade de incorporação concentra risco: obra, prazo, garantia, responsabilidade perante adquirente e, quando há captação, perante investidor. Boa parte desse risco alcança o sócio pessoalmente.
A organização patrimonial trata da titularidade dos ativos, da estrutura societária que os detém e das regras de sucessão — para que o patrimônio construído não dependa da sorte de nenhum empreendimento isolado.
Duas alterações recentes tornaram essa revisão urgente: o regime aplicável a estruturas mantidas no exterior e a reforma do imposto sobre transmissão, que tornou obrigatória a progressividade e alterou base de cálculo e tratamento de doações sucessivas.
A relação com a captação
Quando há investidor na operação, a organização patrimonial do sócio deixa de ser assunto privado. Garantias pessoais, avais e obrigações assumidas na captação criam vínculo direto entre o empreendimento e o patrimônio familiar.
Estruturar a captação sem endereçar esse vínculo é resolver metade do problema.