WILL SIMÕES Business Law & Capital Markets
Frente 01

Captação para construtoras e incorporadoras

Captar com investidores não é privilégio de grande incorporadora. O que muda com o porte não é a possibilidade — é o instrumento adequado e o custo de estruturá-lo.

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O ponto de partida


A maior parte das construtoras de pequeno e médio porte já capta com investidores. O que costuma faltar não é o capital nem o interesse do mercado: é a estrutura que suporta essa relação quando algo sai do previsto.

O trabalho começa por um diagnóstico simples e desconfortável — como a empresa capta hoje, com que documento, de quantas pessoas, prometendo o quê. As respostas determinam se o caminho é estruturar do zero ou regularizar o que já existe.

A partir daí, define-se o instrumento. E a escolha do instrumento não é preferência: decorre do número de investidores, do valor captado, da forma como a oferta é divulgada e do que se promete em troca.

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Caminhos conforme o porte


Não existe estrutura única. Existe a estrutura proporcional à operação.

Poucos investidores, um empreendimento

SPE por obra, com patrimônio de afetação e acordo de investimento que disciplina aporte, distribuição de resultado, governança da obra e saída. É a base de tudo o que vem depois.

SPE e afetação

Captação recorrente por carteira

Emissão de instrumento de dívida com garantia imobiliária, ou operação de securitização com lastro nos recebíveis das unidades vendidas.

Instrumentos

Investidor pulverizado

Quando o número de investidores cresce e a divulgação deixa de ser restrita, o caminho passa a ser fundo imobiliário ou oferta registrada.

Fundos imobiliários

Estruturas montadas sem análise regulatória costumam funcionar por anos. O risco não se materializa na captação — materializa-se no conflito, e alcança a pessoa física do administrador.

Por isso o diagnóstico de conformidade precede o desenho da nova operação, e não o contrário.

Contato

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